A canção entre a literatura e a cultura: Poesia, identidade e ensino por meio da música

Categoria: Artes e Letras Subcategoria: Literatura

Este artigo foi disponibilizado diretamente pelo autor e ainda não passou por revisão editorial.

Submissão: 12/08/2026

Autores

Lucas da Silva Corrêa

Curriculo do autor: Graduando de Educação Física

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Resumo

A relação entre literatura e música acompanha a história das manifestações artísticas e permanece presente nas produções culturais contemporâneas. Embora literatura e música tenham adquirido características próprias ao longo do tempo, a canção mantém estreita relação com a linguagem poética, sobretudo por meio do ritmo, da oralidade, da construção do eu lírico, da utilização de recursos expressivos e da representação da realidade social. Este artigo tem como objetivo discutir as possibilidades de aproximação entre literatura, música, cultura e ensino, considerando a letra de música como uma manifestação textual capaz de apresentar características poéticas e de contribuir para a formação crítica e cultural dos estudantes. Para tanto, realiza-se uma análise bibliográfica fundamentada em Aguiar (2019) e Castro (2024), articulando as discussões apresentadas em Letra de música: literatura ou não? e na tese Era uma vez uma parabólica enfiada na lama: a narrativa poético-musical de “Da lama ao caos”. A análise demonstra que a canção não deve ser compreendida exclusivamente como elemento de entretenimento, pois pode constituir espaço de expressão artística, representação social, construção identitária e reflexão crítica. Nesse sentido, sua utilização no ensino de literatura possibilita aproximar o conteúdo escolar das experiências culturais dos estudantes e ampliar a compreensão acerca das diferentes formas de manifestação da linguagem.

Palavras-Chave

Literatura; Música; Canção; Cultura; Ensino

Abstract

The relationship between literature and music spans the history of artistic expression and remains a feature of contemporary cultural production. Although literature and music have developed distinct characteristics over time, the song maintains a close connection to poetic language—particularly through rhythm, orality, the construction of the lyrical voice, the use of expressive devices, and the representation of social reality. This article aims to discuss the potential intersections between literature, music, culture, and education, viewing song lyrics as a textual form capable of exhibiting poetic qualities and contributing to students' critical and cultural development. To this end, a bibliographic analysis is conducted based on the work of Aguiar (2019) and Castro (2024), synthesizing discussions from "Letra de música: literatura ou não?" and the thesis "Era uma vez uma parabólica enfiada na lama: a narrativa poético-musical de “Da lama ao caos”. The analysis demonstrates that songs should not be viewed solely as entertainment; rather, they can serve as a medium for artistic expression, social representation, identity formation, and critical reflection. Consequently, incorporating songs into literature education helps bridge the gap between academic content and students' cultural experiences while broadening their understanding of the diverse ways language manifests itself.

Keywords

Literature; Music; Song; Culture; Education

1- INTRODUÇÃO

A literatura e a música são manifestações artísticas que, apesar de apresentarem características próprias, possuem uma longa história de aproximações. A palavra cantada esteve presente em diferentes momentos da história da humanidade, e a relação entre poesia e música pode ser percebida desde manifestações literárias antigas até as produções musicais contemporâneas.

No contexto da língua portuguesa, essa aproximação pode ser observada de maneira bastante evidente no Trovadorismo. As cantigas medievais reuniam palavra, musicalidade, ritmo e performance, constituindo manifestações nas quais as fronteiras entre literatura e música não eram tão rígidas quanto podem parecer na contemporaneidade. Aguiar (2019) observa que, embora literatura e música tenham desenvolvido identidades distintas ao longo do tempo, ambas continuam apresentando pontos de contato importantes, especialmente quando se considera a dimensão poética da canção.

A discussão sobre a natureza literária das letras de música, entretanto, permanece aberta. Não se trata de afirmar que toda letra de música seja necessariamente literatura, mas de reconhecer que determinadas canções apresentam características que permitem sua aproximação com o texto poético. Castro (2024), ao analisar a relação entre música e poesia, demonstra justamente a existência de diferentes posições teóricas sobre essa questão. Alguns autores reconhecem a presença da poesia em grande parte das letras musicais, enquanto outros estabelecem critérios mais restritivos.

Essa discussão torna-se particularmente relevante quando a canção é inserida no espaço escolar. A música faz parte do cotidiano dos estudantes e pode representar uma forma de aproximação entre os conhecimentos trabalhados em sala de aula e as experiências culturais vivenciadas fora dela. Para Aguiar (2019), o emprego das letras de músicas nas aulas de literatura pode favorecer o desenvolvimento da criatividade, do senso crítico, da oralidade e da compreensão da identidade cultural.

Castro (2024), por sua vez, amplia essa discussão ao demonstrar que a canção pode atuar não apenas como texto poético, mas como uma manifestação cultural complexa, na qual linguagem verbal, música, performance, espaço e identidade se articulam. Sua análise do álbum Da lama ao caos, de Chico Science e Nação Zumbi, evidencia como a produção musical pode representar uma realidade social e, simultaneamente, participar da construção da identidade dos sujeitos que a recebem.

Diante disso, o presente artigo tem como objetivo discutir a canção como manifestação poética e cultural, analisando suas relações com a literatura e suas possibilidades de utilização no ensino. Busca-se ainda compreender como a música pode contribuir para a valorização das diferentes manifestações culturais e para a formação crítica dos estudantes.

2 – LITERATURA E MÚSICA: UMA RELAÇÃO HISTÓRICA

A aproximação entre literatura e música não constitui um fenômeno exclusivamente contemporâneo. Na literatura de língua portuguesa, um dos principais exemplos dessa relação encontra-se no Trovadorismo, considerado o primeiro movimento literário da língua portuguesa.

As cantigas trovadorescas eram produzidas para serem cantadas e apresentavam uma estreita relação entre palavra, ritmo e musicalidade. Aguiar (2019) destaca justamente essa aproximação ao comparar as cantigas medievais com letras de músicas contemporâneas. Embora os contextos históricos e as estruturas linguísticas sejam diferentes, determinados elementos temáticos e expressivos permanecem reconhecíveis.

Essa comparação não significa afirmar que uma canção contemporânea possui exatamente a mesma estrutura de uma cantiga medieval. As transformações históricas da língua e das manifestações artísticas impedem uma equivalência absoluta. Entretanto, é possível observar permanências relacionadas à presença do eu lírico, à expressão de sentimentos, à crítica social, à ironia e à utilização de recursos poéticos.

A própria discussão desenvolvida por Castro (2024) demonstra que a aproximação entre poesia e música não é estranha ao campo dos estudos literários. A autora apresenta diferentes perspectivas teóricas que reconhecem a existência de poesia nas letras de música e ressalta que não existe uma fronteira completamente impermeável entre poesia e canção.

Nesse sentido, torna-se importante compreender a canção em sua especificidade. A letra não deve ser necessariamente reduzida à música, assim como a música não pode ser compreendida apenas como acompanhamento da palavra. Há situações em que os dois elementos se complementam e produzem sentidos que não seriam alcançados pela análise isolada de apenas um deles.

Castro (2024) evidencia essa questão ao analisar Da lama ao caos. Em determinadas faixas, a música não apenas acompanha o conteúdo verbal, mas contribui diretamente para a construção do significado. Em “A Praieira”, por exemplo, a letra descreve elementos associados à ciranda enquanto a estrutura musical incorpora características rítmicas dessa manifestação cultural.

Assim, a canção pode ser compreendida como uma manifestação em que diferentes linguagens se encontram. A palavra apresenta seus sentidos, enquanto ritmo, melodia, voz e performance podem acrescentar outras camadas de significado.

3 – A CANÇÃO COMO TEXTO POÉTICO

Uma das principais questões relacionadas ao estudo da música consiste em determinar em que medida uma letra pode ser considerada um texto poético ou literário.

A resposta não pode ser simplesmente generalizada. Nem toda letra de música apresenta necessariamente características literárias ou poéticas. Entretanto, determinadas produções musicais desenvolvem uma elaboração verbal que permite sua aproximação com a poesia.

Castro (2024) apresenta essa discussão ao abordar autores que reconhecem diferentes graus de aproximação entre letra de música e poesia. A autora destaca, por exemplo, a perspectiva de Rennó, para quem determinadas letras podem atingir um nível estético que permite compreendê-las como uma forma de “poesia cantada”.

Essa expressão é especialmente significativa porque evidencia uma diferença fundamental: a canção não precisa ser transformada em poema escrito para apresentar poeticidade. Sua especificidade está justamente na articulação entre a linguagem verbal e a dimensão musical.

Dessa forma, uma análise exclusivamente textual pode identificar metáforas, repetições, rimas, construções sintáticas, figuras de linguagem, vozes discursivas e outras características poéticas. Porém, a compreensão integral da canção pode exigir também a observação de seus aspectos musicais.

O exemplo de Da lama ao caos é particularmente significativo. Castro (2024) demonstra que determinadas canções do álbum articulam letra e música para representar situações de violência, pobreza, desigualdade e exclusão social. Em “Rio, Pontes e Overdrives”, por exemplo, a velocidade da voz e a aproximação com elementos do rap e da embolada contribuem para produzir uma atmosfera de agitação e caos urbano.

Isso demonstra que o sentido de uma canção pode ser produzido pela interação de diferentes elementos. A palavra descreve uma realidade, mas o ritmo, a melodia e a interpretação podem reforçar, ampliar ou modificar a percepção dessa realidade.

Portanto, considerar a canção como manifestação poética não significa ignorar sua dimensão musical. Pelo contrário: significa reconhecer que sua particularidade reside justamente no encontro entre diferentes formas de expressão.

4 – A CANÇÃO COMO REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE SOCIAL

A música também pode desempenhar importante papel na representação da realidade social. As letras podem abordar acontecimentos cotidianos, desigualdades, conflitos, relações humanas, questões políticas e experiências coletivas.

Essa dimensão aparece de maneira significativa tanto no trabalho de Aguiar (2019) quanto na pesquisa de Castro.

Aguiar (2019) defende que as letras de música podem contribuir para que os estudantes reconheçam manifestações culturais presentes em seu próprio cotidiano. A canção não precisa narrar exclusivamente acontecimentos ficcionais; pode também apresentar situações relacionadas à realidade social, possibilitando ao estudante estabelecer relações entre o texto e o mundo em que vive.

Castro (2024) aprofunda essa perspectiva por meio da análise de Da lama ao caos. Segundo a autora, das treze faixas do álbum, nove apresentam letras de protesto relacionadas a temas como preconceito, desigualdade social, violência e injustiça.

A canção, nesse contexto, deixa de ser apenas uma produção destinada ao entretenimento e passa a funcionar como instrumento de representação e questionamento da realidade.

O manguebit constitui um exemplo expressivo dessa possibilidade. O movimento nasceu profundamente relacionado à realidade do Recife e às condições sociais, ambientais e culturais da cidade. A própria denominação “Manguetown”, utilizada no contexto do movimento, estabelece uma relação entre a cidade e os manguezais que fazem parte de sua paisagem.

A música passa, portanto, a registrar artisticamente um espaço social específico. A lama, os manguezais, os rios, os bairros periféricos e os problemas urbanos tornam-se elementos da narrativa musical. Castro (2024) demonstra que esses elementos funcionam como metáforas e imagens capazes de comunicar a dimensão da pobreza e da desigualdade presentes na cidade.

A canção torna-se, assim, uma forma de leitura da realidade.

5 – MÚSICA, IDENTIDADE E CULTURA POPULAR

A relação entre música e identidade constitui outro ponto de convergência importante entre os dois trabalhos analisados.

Para Aguiar (2019), trabalhar diferentes gêneros musicais no ambiente escolar pode permitir que o estudante reconheça manifestações culturais próximas de sua realidade. O autor chama atenção especialmente para a necessidade de superar preconceitos em relação aos gêneros musicais urbanos e periféricos.

Essa questão é fundamental porque determinados gêneros musicais são frequentemente desvalorizados antes mesmo de serem analisados. O funk, por exemplo, pode ser rejeitado por sua origem periférica ou por características linguísticas específicas, sem que suas construções discursivas sejam efetivamente estudadas.

O trabalho de Castro (2024) apresenta um exemplo particularmente significativo de valorização cultural por meio do manguebit. Segundo a autora, o movimento contribuiu para que manifestações populares pernambucanas, como o maracatu, o coco, a ciranda, o caboclinho, o cavalo-marinho e a embolada, fossem novamente reconhecidas como expressões culturais importantes.

O processo ocorre por meio de uma relação entre tradição e modernidade. Chico Science e os demais artistas ligados ao movimento não simplesmente reproduziram manifestações tradicionais; estabeleceram uma conexão entre essas expressões e elementos da música contemporânea.

A metáfora da “parabólica enfiada na lama” sintetiza justamente esse processo: ao mesmo tempo em que se mantém conectado ao território e à cultura local, o movimento estabelece contato com tendências musicais de diferentes partes do mundo. Castro (2024) destaca essa conexão entre o local e o universal como característica importante do manguebit.

Esse processo também produz efeitos sobre a identidade cultural. Ao reconhecer manifestações antes marginalizadas como parte de sua própria cultura, o indivíduo passa a estabelecer uma relação diferente com elas.

A cultura popular, portanto, não aparece apenas como objeto representado pela música. Ela pode ser fonte de criação, elemento de pertencimento e instrumento de construção identitária.

6 – A CANÇÃO NO ENSINO DE LITERATURA

Se a canção possui potencial poético e cultural, sua utilização no ensino de literatura torna-se uma possibilidade pedagógica relevante.

Aguiar (2019) defende que o trabalho com letras de músicas pode contribuir para aproximar os estudantes da literatura e ampliar o contato com diferentes gêneros textuais. O autor destaca que a música pode favorecer atividades relacionadas à criatividade, ao vocabulário, à oralidade e à produção textual.

Essa perspectiva também está relacionada à necessidade de considerar os gêneros discursivos presentes na vida cotidiana dos estudantes. A escola não precisa restringir o ensino da língua e da literatura aos gêneros tradicionalmente associados ao ambiente escolar.

A letra de música pode ser utilizada, por exemplo, para estabelecer relações com movimentos literários, analisar recursos estilísticos, discutir variedades linguísticas, desenvolver atividades de produção textual e comparar diferentes formas de representação do eu lírico.

A comparação entre Trovadorismo e música contemporânea constitui um exemplo disso. As cantigas medievais podem ser analisadas juntamente com canções atuais que apresentam temas, estruturas discursivas ou características semelhantes. Essa estratégia não elimina as diferenças históricas entre os textos; pelo contrário, permite que elas sejam percebidas com maior clareza.

Outro aspecto importante é a oralidade. A canção possui uma dimensão oral que pode ser explorada pedagogicamente. Aguiar (2019) destaca a importância de desenvolver atividades que estimulem os alunos a falar, ouvir, expor ideias e participar de situações comunicativas.

Dessa maneira, a música pode atuar como ponto de partida para atividades de leitura, interpretação, debate e produção.

7 – PARA ALÉM DO ENTRETENIMENTO: A MÚSICA COMO FORMA DE CONHECIMENTO

A análise dos dois trabalhos permite compreender que a música pode ultrapassar a função de entretenimento.

Uma canção pode apresentar uma narrativa, registrar acontecimentos, representar grupos sociais, expressar sentimentos, preservar manifestações culturais e provocar questionamentos sobre a realidade.

O trabalho de Castro (2024) demonstra essa dimensão de maneira particularmente evidente. Ao analisar Da lama ao caos, a autora identifica uma narrativa que parte da realidade do Recife e estabelece relações com a experiência de jovens periféricos. As canções abordam espaços marginalizados, problemas sociais e uma linguagem próxima da oralidade cotidiana.

Essa aproximação entre linguagem e experiência pode explicar parte da força cultural da música.

Quando uma produção artística utiliza uma linguagem reconhecida pelo público, fala de lugares conhecidos e aborda problemas vivenciados por determinado grupo social, ela pode favorecer processos de identificação e pertencimento.

Nesse sentido, a música pode contribuir para a compreensão da própria identidade.

A escola pode aproveitar esse potencial. Em vez de apresentar a literatura como um conjunto isolado de obras pertencentes ao passado, o professor pode estabelecer relações entre textos literários, canções e manifestações culturais contemporâneas.

Isso não significa substituir a leitura literária pela música. O próprio trabalho de Aguiar (2019) aponta para a utilização da canção como recurso de aproximação e auxílio ao ensino da literatura.

A música pode, portanto, funcionar como uma ponte.

8 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos dois trabalhos utilizados como base permite compreender que a relação entre literatura e música é complexa e não pode ser reduzida à simples afirmação de que toda letra de música é literatura.

Existem diferenças entre poema e canção, assim como existem diferenças entre literatura e música. Entretanto, essas diferenças não impedem a existência de zonas de aproximação entre as duas manifestações.

A canção pode apresentar características poéticas, utilizar recursos próprios da linguagem literária e produzir significados por meio da articulação entre palavra, ritmo, melodia, voz e performance. A pesquisa de Castro (2024), especialmente a partir da análise de Da lama ao caos, evidencia que a compreensão de uma canção pode exigir justamente a consideração conjunta desses diferentes elementos.

O trabalho de Aguiar (2019) acrescenta a essa discussão uma importante dimensão pedagógica. A utilização de letras de música no ensino pode aproximar o estudante da literatura, estimular a oralidade, desenvolver a criatividade e favorecer a construção do senso crítico e cultural.

Além disso, os dois trabalhos demonstram a importância de reconhecer a música como manifestação cultural. Gêneros populares e periféricos não devem ser descartados previamente por critérios de gosto ou por preconceitos sociais. Eles precisam ser analisados como produtos culturais inseridos em determinados contextos históricos e sociais.

O exemplo do manguebit demonstra que a música pode resgatar manifestações tradicionais, estabelecer diálogos entre cultura local e tendências internacionais e contribuir para a construção de sentimentos de pertencimento e identidade.

No ambiente escolar, essa compreensão é particularmente relevante. Ensinar literatura por meio da música não significa abandonar os textos literários tradicionais, mas ampliar as possibilidades de leitura e interpretação. A canção pode funcionar como instrumento de aproximação, comparação e problematização.

Dessa forma, literatura e música podem ser compreendidas não como manifestações necessariamente opostas, mas como linguagens que, em determinados contextos, dialogam, se complementam e compartilham elementos poéticos e culturais.

Mais do que perguntar simplesmente se uma letra de música “é ou não é literatura”, torna-se produtivo investigar como essa letra produz sentidos, quais elementos poéticos apresenta, que realidade representa, quais vozes sociais manifesta e de que maneira dialoga com seu público.

É justamente nessa perspectiva que a canção revela sua importância: como texto, como arte, como manifestação cultural e como possibilidade de conhecimento.

REFERÊNCIAS

AGUIAR, Douglas Ferreira. Letra de música: literatura ou não? Trabalho de conclusão de curso – Faculdade de Letras, Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2019. Orientador: Luiz Carlos de Sá Campos.

CASTRO, Karine Lyra Corrêa de. Era uma vez uma parabólica enfiada na lama: a narrativa poético-musical de “Da lama ao caos”. Tese (Doutorado em Literatura) – Instituto de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2024. Orientador: Sidney Barbosa.

FERREGUI, Douglas. Letra de música: literatura ou não? Rio de Janeiro, Bibliomundi, 2020.

Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)

CORRÊA, Lucas da Silva. A canção entre a literatura e a cultura: Poesia, identidade e ensino por meio da música. Disponível em: https://revistadifatto.com.br/artigos/a-cancao-entre-a-literatura-e-a-cultura-poesia-identidade-e-ensino-por-meio-da-musica/. Acesso em: 24/08/2026.