Educação Inclusiva: Uma intervenção no serviço de atendimento educacional especializado de um aluno com transtorno do espectro autista (TEA)
Autores
Resumo
O Presente relatório científico tem como título: Educação inclusiva: uma intervenção no serviço de atendimento educacional especializado de um aluno com TEA. Seu objetivo geral consiste em apresentar as ações e o contato que foram desenvolvidos no campo de observação numa escola do município de Manaus, bem como especificamente, elaborar um Plano Educacional Individualizado (PEI) e mostrar como as tecnologias assistivas auxiliam nas dificuldades do aluno com TEA. Faremos uma análise quantas práticas educacionais envolvendo a educação especial numa perspectiva inclusiva, trazendo aportes teóricos para fundamentar e ou confrontar tais práticas desenvolvidas. Os autores usados como base são: Alves (2006), Brasil (1994, 1996, 1998, 2004, 2007), Silva (2010), Walter (2017). Trata-se de uma metodologia básica, de forma qualitativa, tendo com objetivo exploratório com a utilização dos procedimentos bibliográficos, descritivo e observacional. Contudo, busca-se uma reflexão imparcial, a fim de, percorrer caminhos para conhecer a realidade.
Palavras-ChaveEducação. Inclusiva. Atendimento.
Abstract
This scientific report is entitled: Inclusive education: an intervention in specialized educational assistance service for a student with ASD. Its general objective consists of in presenting the actions and contact that were developed in the observation field at a school of the municipality of Manaus, as well as specifically, to develop an Educational Plan Individualized (IEP) and show how assistive technologies help with student difficulties with ASD. We will analyze how many educational practices involving special education from an inclusive perspective, bringing theoretical contributions to substantiate and/or confront such practices developed. The authors used as a basis are: Alves (2006), Brazil (1994, 1996, 1998, 2004, 2007), Silva (2010), Walter (2017). It is a basic methodology, in a qualitative way, having with an exploratory objective using bibliographic, descriptive and observational. However, an impartial reflection is sought, in order to follow paths to know reality.
KeywordsEducacion. Inclusive. Service
INTRODUÇÃO
Este relatório científico originou-se da disciplina Tecnologias Assistivas, a
qual abriu portas para a compreensão das teorias referente a temática, com práticas
realizadas no serviço de atendimento educacional especializado de crianças com
necessidades especiais, proporcionando experiências e muitos questionamentos
referente ao tema. Particularmente, é uma área que busco aprender mais devido ao
campo profissional que atuo, onde precisa-se incluir todos os alunos independente
de suas especificidades.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que interfere no
desenvolvimento neurológico. Apresentado de forma singular, o TEA pode ser
dividido em níveis, desde ao mais leve até o mais severo. O aluno em questão foi
diagnosticado no nível moderado do autismo quando tinha 4 anos de idade.
A maior dificuldade está na inclusão do aluno o com TEA no ensino
colaborativo, por essa razão, apontarem alguns conceitos a luz de vários teóricos
que contribuíram para uma densa compreensão quanto as bases legais que regem
essa modalidade de ensino, o papel do professor, as condições ambientais, sociais
e estruturais das escolas, entre outros.
Frente a isso, propomos ações relacionadas a educação inclusiva, a
utilização de técnicas que visem o desenvolvimento do aluno, e ao mesmo tempo
munindo o educador na área.
Têm por objetivo geral apresentar as atividades desenvolvidas numa escola
municipal de Manaus mediante as experiências vividas e a coleta de dados. E como
objetivos específicos elencamos: contextualizar a educação especial e a inclusão
escolar; verificar as práticas pedagógicas no serviço de atendimento educacional
especializado do aluno com TEA; elaborar um Plano Educacional Individualizado
com vista no ensino colaborativo e, apresentar a tecnologia assistiva de
Comunicação Altiva Ampliada (CAA) como ferramenta de auxílio na dificuldade da
comunicação do aluno com TEA.
A intenção de se desenvolver uma investigação nesta área, justifica-se em
construir conhecimento sobre a importância da inclusão de alunos com TEA,
apresentando ferramentas de como executar um atendimento educacional
especializado através de um ensino de parcerias que vise o desenvolvimento
integral do aluno.
Diversas habilidades podem ser praticadas simultaneamente, facilitando a
formação do aluno, ressaltando o papel do professor comprometido em cuidar,
educar, lidar com a diversidade e entender todos os contextos e características da
educação especial.
Em decorrência, nos remetemos a um olhar crítico e reflexivo frente ao objeto
de estudo, uma vez que, são dessas experiências e leituras que conseguimos
apurar um conhecimento científico, e assim, conhecer a realidade atuando nela
abandonando o senso comum.Baseado nisso, observamos um aluno o com Transtorno do Espectro Autista
através de mecanismos de Escuta, questionários e entrevistas. A partir disso,
examinamos como os atos pedagógicos vêm sendo desenvolvidos em relação às
práticas da Educação Inclusiva.
De natureza básica, esse estudo consiste numa pesquisa qualitativa de
caráter exploratória, apoderando–se dos procedimentos bibliográfico, descritivo,
narrativo e observacional.
De inicio, realizamos uma visita numa Escola Municipal de Manaus.
Utilizamos técnicas da observação no ver e no ouvir, examinando fatos da pesquisa
em questão. Aplicamos a escuta do aluno por meio da técnica da entrevista por
parte estruturada e através de conversas forma relacionada a temática, impressões
e relatos vivenciados.
Portanto, conhecer as tecnologias assistivas para ampliar nossos
conhecimentos de como atuar nessa modalidade de ensino é de suma importância
para o cenário educacional atualmente.
1 DESENVOLVIMENTO
Toda pesquisa é uma atividade nuclear da ciência. Ela possibilita uma
aproximação e um entendimento da realidade de investigar. A pesquisa é um
processo inacabado, assim, a referida pesquisa é de natureza básica, a qual baseia–
se na aquisição de novos conhecimentos e pelo desenvolvimento das teorias,
podendo gerar novas hipóteses.
Quanto a sua forma, realizamos uma pesquisa promissora de possibilidades
de investigação, tratando–se de uma pesquisa qualitativa compreendendo um
conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a decodificar
os componentes de um sistema complexo de significados.
A pesquisa qualitativa compreende a um conjunto de interpretativas que
visam a descrever e a decodificar os componentes pra dá–lhes significados. Na
grande maioria a observação qualitativa são feitos no local de origem de dados,
fazendo uma análise dos fenômenos apresentados, traduzindo–os ou expressando
seu sentido para o mundo social.
Proveniente de uma abordagem qualitativa, a presente pesquisa se
caracteriza sendo exploratória, ou seja, se familiariza com o assunto investigado,
de modo que, possa ser concebida com maior compreensão, permitindo ao
pesquisador definir o problema da pesquisa e formular hipóteses com mais
precisão.
Como o objetivo da pesquisa é exploratória, logo seu procedimento é de
caráter bibliográfico. Houve um levantamento histórico com base em vários teóricos
que abordam o tema, as técnicas e instrumentos para análise que estimulem a
compreensão do objeto estudado. Abordamos também um procedimento descritivo,
descrevendo as peculiaridades, características e diferenças das populações e
fenômenos selecionados. Sendo caracterizado pela utilização das técnicas para
coletar dados, tais como: o questionário, a entrevista e a observação sistemática.
Apoderamo–nos de uma pesquisa observacional onde no campo
comparamos as relações práticas com algo aprendido, e por fim, uma pesquisa
narrativa a qual por meio da narração de vivências adquiridas o pesquisador as
interpreta e a partir desta análise, cria–se novos conceitos.
Posto isto, a educação especial é uma modalidade a qual perpassa sobre as
etapas da educação. Deve ser entendido o seu processo atentando–se para as
propostas pedagógicas que visam o desenvolvimento das potencialidades dos
alunos seja qual for a especificidade. Assegurando assim, a inclusão deste aluno,
seu acesso e permanência nas escolas, os devidos ajustes e planejamento para
atender todas as necessidades especiais e entre outros.
A educação especial na perspectiva da inclusão ganha espaço no Brasil,
após a declaração de Salamanca nos quais os conceitos de necessidades
educacionais especiais foram amplamente disseminados. Em 2007, foi publicado o
documento da Política Nacional de Educação Especial na abordagem da educação
inclusiva, determinando o atendimento às necessidades especiais dos alunos com
deficiência.
De acordo com Carvalho (2005 apud SILVA, 2010), a inclusão escolar deve
ser entendida como um princípio junto com um processo contínuo e permanente,
não devendo ser concebida apenas por questões administrativas no cumprimento
da lei, das quais as escolas passam a receber alunos com necessidades especiais
em obediência a hierarquia.
Dessa forma, a inclusão de pessoas com especificidades próprias requer
uma ação educativa comprometida com os valores éticos, a dignidade do ser
humano, o respeito ao outro, a igualdade, equidade e a solidariedade. Sendo assim,
as escolas não será apenas integradoras dessas pessoas, mas estará no
verdadeiro sentido da inclusão, enxergando o outro em sua diversidade,
respeitando–o e aprendendo no convívio com ele.
Em conformidade, é assegurada na Lei de Diretrizes Bases (LDB) que a
educação especial é um dever constitucional do Estado, o qual deve ser oferecida
no ponto de vista da inclusão e não de segregação.
Um dos princípios para se alcançar a inclusão escolar, de acordo com Salend
(2008 apud SILVA, 2010), é justamente incluir o aluno em todos os âmbitos da
sociedade, seja na família, na escola e todos os envolvidos na prática de colaborar
para que esse aluno possa viver e se sentir parte da sociedade, pois com o
envolvimento de todos haverá um compartilhamento de informações, saberes,
responsabilidades, ou seja, o pleno desenvolvimento das crianças com
necessidades especiais.
Para que essa inclusão se consolide, o RCNEI (1998), propõe que este
trabalho faça parte de um projeto educativo da instituição, sendo assim, a educação
estará no alcance de todos. Mas, para isso é preciso rever uma série de fatores que
impedem que a inclusão escolar seja bem–sucedida, como por exemplo, o descaso
com a educação evidente em nossas escolas, a construção de prédios escolares
não adaptados para as pessoas com necessidades especiais, a superlotação de
alunos na sala de aula, a falta de recursos e materiais, entre outros.
Numa escola inclusiva os espaços para o atendimento educacional
especializado (AEE) É essencial para o desenvolvimento de metodologias da
aprendizagem e o acolhimento do aluno com necessidades especiais. De acordo
com Alves et al. (2006, pág. 15), a definição do AEE “se caracteriza por ser uma
ação do sistema de ensino no sentido de acolher a diversidade […] Oferecer suporte
necessários às necessidades educacionais especiais dos alunos, favorecendo seu
acesso ao conhecimento”.
Esses espaços para o atendimento do AEE configuram–se pela sala de
recursos multifuncionais, pensada justamente para o atendimento das diversas
especificidades educacionais, com materiais de apoio didático–pedagógicos e com
profissionais com formação específica na área.
É importante destacar a importância de um ensino colaborativo. Segundo
Silva (2010), a colaboração é uma ferramenta considerada atualmente
indispensável para o sucesso da inclusão escolar, neste sentido de colaboração, o
processo de ensino e aprendizagem dos alunos deve haver a partilha de
responsabilidades entre os professores, sendo eles da sala regular e da sala de
recursos, a escola e toda a gestão deve estar envolvida apoiando em tudo o que for
necessário, os pais devem estar devidamente acompanhando seus filhos e os
demais profissionais na construção de seus saberes em áreas específicas.
O papel do professor nessa concepção é facilitar a inclusão desse aluno na
escola, fazendo uso de estratégias diversificadas, oferecendo atividades em
diferentes graus de complexidade, avaliar a quantidade e a qualidade de apoios que
cada um necessita, explorar diversos materiais durante as aulas propostas, elaborar
formas de avaliação adaptada as necessidades de cada aluno, valorizar diferenças
entre os alunos criando um ambiente de respeito e valorização da limitação do outro,
modificando o ambiente físico quando necessário promovendo a interação.
Para isso, é imprescindível formular um Plano de Desenvolvimento
Individualizado (PEI) para o aluno que irá atender considerando as necessidades e
habilidades que já possua, explicitando o seu nível de desempenho, as
metodologias que serão utilizadas e os objetivos a serem atingidos. Parafraseando
Manzano (2001 apud SILVA 2010), o PEI é um programa elaborado com o intuito
de valorizar as capacidades do aluno estabelecendo objetivos e selecionando o
apoio necessário, sejam eles materiais ou pessoais, orientando a forma de ensino
mais adequada.
Ao tratar de ferramentas que potencializa o desenvolvimento do aluno com
necessidades especiais no AEE, destacamos as Tecnologia Assistivas. Por meio
da lei n°5.296/04 são “produtos, instrumentos equipamentos ou tecnologias
adaptadas especialmente projetadas para melhorar a funcionalidade da pessoa
portadora de deficiência ou mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal,
total ou assistida”.
Desta feita, o intuito das tecnologias assistivas consiste no conjunto de
técnicas capazes de sanar as deficiências funcionais, e ao mesmo tempo
proporcionar autonomia e a inclusão.
De acordo com Dias de Sá (2003 apud ALVES, 2006), As tecnologias
assistivas incluem recursos de Comunicação Alternativa Ampliada (CAA), de
atividades de vida diária, de orientação e mobilidade, entre outros.
Destacamos então a tecnologia assistiva CAA–PECS pensada para ampliar
a capacidade da fala funcional do aluno com TEA. Equivale a um método que
promove a intermediação da comunicação entre o aluno e o outro, com vista de um
possível diálogo. A teoria do PECS corresponde há um programa elaborado para
crianças com TEA com déficit na comunicação oral e funcional, como bem a pontua
Walter (2017).
De fato a utilização desse recurso no AEE do aluno com dificuldade na
comunicação e interação contribui para a inclusão social do mesmo.
Nas salas de recursos o aluno que houver limitação na fala proveniente da
sua especificidade, poderá utilizar desses meios das tecnologias assistivas.
Entretanto, cabe ao professor está apto para a utilização desses instrumentos,
adaptando–os da melhor forma possível para ampliar o acervo comunicativo do seu
aluno.
De inicio, realizamos uma visita numa determinada Escola Municipal de
Manaus. Utilizamos técnicas da observação no ver e no ouvir, examinando fatos da
pesquisa em questão. Aplicamos a escuta do aluno por meio da técnica da
entrevista direcionada a professora de ensino regular, já que o aluno não conseguia
responder.
A forma de registro da entrevista foi por parte estrutural, com perguntas pré–
elaboradas direcionada aos sujeitos. Outra parte não se teve a intenção da
formulação de perguntas, mas coube a uma conversa sobre a temática, impressões
e relatos vivenciados.
A partir das observações e métodos utilizados para a coleta de dados,
realizamos um plano de intervenção com vista em demonstrar a importância do
ensino colaborativo propondo um Plano de Desenvolvimento Individualizado. E
apresentar a tecnologia assistiva de Comunicação Alternativa Ampliada (CAA)
utilizando o instrumento PECS na forma de um álbum da comunicação por meio de
figuras pictográficas e na utilização do aplicativo PECS disponível para o
desenvolvimento do aluno com TEA.
O aluno tem 8 anos de idade, está no 2° ano do ensino fundamental
matriculado na referida escola desde o seu 1° ano. Foi de diagnosticado com TEA
quando tinha 4 anos devido seus pais identificar alguns comportamentos
diferenciados na fala, na interação e na expressão da criança.
Segundo a professora de ensino regular, o aluno apresentou no início de sua
inserção na escola dificuldade na aprendizagem, alterações no comportamento, tais
como: inquietação, ansiedade, apatia e etc. Dificuldades na fala, e na socialização
e uma dificuldade psicomotora, além da falta de atenção e concentração e uma
dependência para a higiene pessoal.
Atualmente, ainda apresenta algumas dificuldades na aprendizagem, porém
apresenta evolução na aprendizagem dos conceitos estudados. Em alguns
momentos estabelece contato de modo restrito, usando poucas palavras para
responder perguntas.
Segundo seu responsável, o aluno toma Risperidona (remédio receitado pela
Psiquiatra) fazendo uso de uma dosagem baixa, por conta do aumento do sono o
que dificultava sua ida a escola. Além do acompanhamento psiquiátrico, o aluno é
assistido pelo psicólogo, fonoaudiólogo e assistente social.
Ainda segundo o responsável do aluno, sempre houve o acompanhamento e
o apoio de toda equipe escolar, desde o vigia até o gestor, e principalmente, dos
professores (regular e AEE) e do pedagogo.
Uma dos problemas identificados para potencializar a inclusão desse aluno,
foi a falta do ensino colaborativo da professora do ensino regular e da professora
de AEE. Por ser em turnos diferentes, pouco elas conseguem planejar em conjunto
visando as etapas de evolução do aluno. Por isso, apresentamos um modelo de um
PEI produzido contemplando diversas áreas para a aprendizagem do aluno.
Contudo, dentre suas dificuldades o aluno gosta muito de manipular objetos
concretos, tem facilidade nos jogos de blocos e quebra–cabeça, mantendo por mais
tempo sua atenção e concentração.
Por essa razão, propomos a utilização do PECS para auxiliar no
desenvolvimento da comunicação do aluno. Sendo um material concreto que o
aluno terá que manipular para desenvolver sua fala na formação de frases curtas e
na expressão de seus sentimentos.
Dessa forma, é preciso estar atento às fases educacional do aluno, não
podendo queimar etapas, por exemplo, a tecnologia assistiva apresentada é
executada em diferentes níveis, desde aquele que não possuem nenhuma fala
funcional até aquele que já conseguem formular sentenças complexas. Neste caso,
o aluno observado já está na fase das frases simples, porém não consegue
expressar o que sente.
Entretanto, identificamos como dificuldade na utilização do aplicativo “PECS”
o fato ainda de estar em outro idioma, porém as imagens contidas no aplicativo
contribuíram para constituir o álbum da comunicação, o qual sua utilização surtiu
como resultado qualitativo desta intervenção.
2 CONCLUSÃO
Iniciamos essas considerações finais, afirmando o resultado qualitativo do
qual esse estudo nos possibilitou atingindo os objetivos propostos.
Contextualizamos assim, a educação inclusiva relacionada às práticas educativas.
Mediante a isso, precisamos repensar todo o processo, rever as questões
que de fato inclua os alunos no ambiente escolar, diferenciando o contexto da
inclusão do contexto de segregação. Portanto, Incluir não se resume apenas na
aceitação de pessoas com necessidades especiais, mas o ato traz uma série de
ações que visem promover oportunidades para que esse aluno vivencie
experiências que o prepare para a vida em sociedade.
Por isso, o fato de aceitar a criança com necessidades especiais não quer
dizer que a inclusão social foi atingida, porém com base nesta aceitação, esse aluno
consiga permanecer, se desenvolver e aprimorar suas habilidades como seu direito
garantido.
Neste contexto, reavaliar nossa prática é um princípio. Nos apropriar de
técnicas que potencializam o desenvolvimento de nossos alunos é uma conquista
adquirida por meios de estudos já vistos.
Um fator importante é o apoio de todas as partes envolvidas, sendo eles:
professores, pais, gestores médicos e especialistas para a partilha de saberes que
visem suprir as necessidades especiais do aluno.
Dessa forma, os professores trabalhariam com um currículo diferenciado, os
responsáveis pela turma regular contribuiriam com o seu conhecimento de ensino
e aprendizagem dos alunos e os professores do AEE contribuiriam na forma de
flexibilizar e adaptar esse ensino para atender as necessidades especiais do aluno.
3 REFERÊNCIAS
ALVES, Denise de Oliveira. Sala de Recursos Multifuncionais: espaços para o
atendimento educacional especializado / elaboração Denise de Oliveira Alves.
Marlene de Oliveira Gotti. Cláudia Maffini Griboski. Cláudia Pereira Dutra – Brasília:
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Disponível em: www.planalto.gov.br/civil
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_______. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva de Educação
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SILVA, Aline Maria da. Educação Especial e Inclusão Escolar: história e
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WALTER, C.C.F. Pecs – Adaptado na sala de atendimento especializado. In: Nunes
L.R.O.P., and SCHIRMER, C.R.orgs. Salas abertas: formação de professores e
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http://books.cielo.org
Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)
SILVA, Renata T. Ramalho da (ORCID 0009-0008-7564-3074) . Educação Inclusiva: Uma intervenção no serviço de atendimento educacional especializado de um aluno com transtorno do espectro autista (TEA). Disponível em: https://revistadifatto.com.br/artigos/educacao-inclusiva-uma-intervencao-no-servico-de-atendimento-educacional-especializado-de-um-aluno-com-transtorno-do-espectro-autista-tea/. Acesso em: 01/02/2026.
