Artigos
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Intervalo inferior a sete dias entre doses de benzilpenicilina benzatina no tratamento da sífilis em pessoa não gestante: uma revisão narrativa sobre validade terapêutica
Categoria: Ciências da Saúde Subcategoria: Saúde Pública
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, cujo tratamento de escolha permanece sendo a benzilpenicilina benzatina, conforme o estágio clínico da doença. Nos casos de sífilis tardia, latente tardia ou de duração ignorada em pessoas não gestantes, recomenda-se benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, uma vez por semana, durante três semanas. Na prática clínica, entretanto, podem ocorrer variações no intervalo entre as doses, incluindo atraso ou antecipação da aplicação. Este artigo tem como objetivo analisar se a administração de uma dose com intervalo inferior a sete dias, especialmente no sexto dia, invalida o tratamento da sífilis em pessoa não gestante. Trata-se de uma revisão narrativa baseada em protocolos nacionais e internacionais. Observou-se que os documentos recomendam intervalo semanal entre as doses, mas o critério explícito de reinício, em pessoas não gestantes, está relacionado ao atraso superior a 14 dias. Não foi identificado critério claro que invalide automaticamente uma dose administrada com seis dias de intervalo. Conclui-se que o intervalo de seis dias não é ideal, mas não configura, isoladamente, causa obrigatória de invalidação do tratamento, devendo haver registro adequado e seguimento sorológico.
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Por que o diagnóstico nosológico nunca deverá ser privativo do profissional médico e os benefícios para a sociedade
Categoria: Ciências da Saúde Subcategoria: Enfermagem
Este artigo discute criticamente a tentativa de tornar o diagnóstico nosológico um ato privativo do profissional médico, analisando os impactos dessa medida na saúde pública brasileira. Baseado em legislações vigentes, pareceres técnicos e práticas consolidadas na Atenção Primária à Saúde (APS), demonstra-se que o diagnóstico é uma competência compartilhada entre diversas profissões da saúde, especialmente a enfermagem. Evidencia-se o papel crucial do enfermeiro na identificação de agravos, classificação de risco e início de condutas clínicas em territórios onde o médico muitas vezes não está presente. Conclui-se que restringir o diagnóstico compromete a resolutividade do SUS, agrava a desigualdade no acesso ao cuidado e enfraquece a atuação multiprofissional.
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O Papel do Carbonato de Cálcio na Redução da Mortalidade Materna e Perinatal
Categoria: Ciências da Saúde Subcategoria: Saúde Pública
A suplementação de carbonato de cálcio na gestação tem sido amplamente recomendada como estratégia para reduzir a morbimortalidade materna e perinatal, especialmente em populações com baixa ingestão dietética de cálcio. Estudos demonstram que a ingestão adequada desse mineral pode reduzir significativamente o risco de distúrbios hipertensivos gestacionais, como a pré-eclâmpsia e eclâmpsia, condições associadas a complicações maternas graves, parto prematuro e maior risco de mortalidade neonatal. Este artigo de revisão busca sintetizar as evidências científicas mais recentes sobre o impacto da suplementação de carbonato de cálcio na saúde materno-fetal, abordando os mecanismos fisiológicos envolvidos, diretrizes internacionais e nacionais, além dos desafios na implementação dessa estratégia no pré-natal. A análise dos estudos selecionados reforça a importância da suplementação universal de cálcio, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil, como medida eficaz para reduzir complicações obstétricas e promover a saúde materna e infantil.
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